20 Apr

A lei é clara.

Todos eram iguais diante da lei. Eram. Agora não são mais. Para as mulheres, por exemplo, existe a lei Maria da Penha. Exceções não são necessariamente ruins. Afinal, a sociedade não é um tecido homogêneo. Há distorções evidentes causadas por nossos preconceitos, por nossa incompetência, por nossa Incapacidade em distribuir igualmente a renda, o fracasso e o sucesso. Essas adaptações do igualitarismo são justas. Por exemplo: Ninguém pode sair por aí batendo em ninguém. Tem lei para isso. Homem não pode bater em homem. Mulher não pode bater em mulher. Gay (desculpe pelo termo, só uso porque foi o que a revista Veja utilizou) não pode bater em gay. Nem qualquer combinação que se queira fazer entre apanhando e apanhado, seja relacionada a cor, opção sexo, credo etc. Concordamos? Concordamos, também, que a lei Maria da Penha foi criada porque, mesmo sabendo que ninguém pode bater em ninguém, homens baterem em mulher é coisa especialmente cruel e merece legislação específica? Aí, no Rio, um juiz decide aplicar a lei Maria da Penha num caso de violência domestica entre um casal gay. Sei que vai ter gente achando que é preconceito meu. Mas não é. O preconceito é do juiz. Ora, um fato é incontestável: um gay não é uma mulher. Então a lei não se aplica. E por uma razão muito simples: Se um homosexual pode se valer da Lei Maria da Penha, o que o impede de ser tratado como mulher perante a lei em 100% do tempo permitindo, inclusive, que eles se case com seu companheiro e usufrua de todos os direitos reservados a uma mulher? Não compreendo uma lei que considera um homosexual como mulher apenas quando apanha. Isso sim, para mim, é preconceito.

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Notes

  1. naocontepramamae posted this